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Indicação de Tratamento

Angústia

Podemos chamar de angústia a forte sensação psicológica, caracterizada por “abafamento”, insegurança, falta de humor, ressentimento e dor. Na moderna psiquiatria é considerada uma doença[ que pode produzir problemas psicossomáticos.

A angústia é também uma emoção que precede algo (um acontecimento, uma ocasião, circunstância), também pode-se chegar a angústia através de lembranças traumáticas que dilaceraram ou fragmentaram o ego.

Angústia quando a integridade psíquica está ameaçada, também costuma-se haver angústia em estados paranoicos onde a percepção é redobrada e em casos de ansiedade persecutória.

A angústia exerce função crucial na simbolização de perigos reais (situação, circunstância) e imaginários (consequências temidas).

Sigmund Freud, pai da Psicanálise, realizou estudos sobre o problema da angústia. Neste ínterim, se faz mister observar o quão suscetível o Ocidente está às doenças próprias desse sistema econômico, tais como a esquizofrenia. Contudo, a mais eminente colaboração da Psicanálise para essa temática pode ser percebida na sua análise do aparelho psíquico: um conflito interno entre três instâncias psíquicas fundamentais ao equilíbrio do ser: as vontades (Id) vivem em constante atrito com o instinto repressor (Superego). O balanço entre as vontades e as repressões tem que ser buscado pelo Ego, a consciência. É o Ego que analisa a possibilidade real de por em prática uma ação desejada pelo Id. Não obstante, controla o excessivo rigor imposto pelo Superego. A esse conflito entre o Id e o Superego, Freud denominou angústia. Cabe ao Ego, portanto, a busca de um equilíbrio entre estas partes do psíquico e, não obstante, entre o sujeito e o todo social.


Ansiedade

A ansiedade é uma emoção normal do ser humano, comum ao se enfrentar algum problema no trabalho, antes de uma prova ou diante de decisões difíceis do dia a dia. No entanto, a ansiedade excessiva pode se tornar uma doença, ou melhor, um distúrbio de ansiedade.

Autoestima

A auto-estima é o julgamento, a apreciação que cada um faz de si mesmo, sua capacidade de gostar de si. O caminho mais viável para uma auto-avaliação positiva é o autoconhecimento. Conhecer seu próprio eu é fundamental, pois implica ter ciência de seus aspectos positivos e negativos, e valorizar as virtudes encontradas. Este diálogo interior requer um voltar-se para si mesmo, a determinação de empreender essa jornada rumo à essência do ser, deixando um pouco de lado o domínio do ego.

Emagrecimento (Balão Gástrico Imaginário)

Chegou o grande dia: a arquiteta Vitória Torres (nome fictício), 28 anos, já está prontinha para o procedimento que promete livrá-la dos quilos extras. A postos, médico e assistentes conversam baixinho. Ela sente o cheiro forte dos antissépticos e do anestésico. Tum-tum, tum-tum, ecoam no ar os sons dos batimentos cardíacos, juntando-se ao chiado do monitor de pressão. Pausadamente, uma voz vai explicando o procedimento, passo a passo: “Você está sedada. Um balão de silicone, murcho, começa agora a ser introduzido, pela boca, no seu estômago. Pronto, já chegou lá. Agora, com a ajuda de um cateter, ele está sendo preenchido com soro fisiológico. Ok, está cheio e ocupa quase metade do seu estômago. A partir de hoje, a sensação de fome será menor porque há menos espaço para a comida. Você vai comer menos, bem menos do que antes. E ficará saciada. Assumirá o controle sobre a comida, resistindo à segunda fatia do bolo. Emagrecerá e nunca mais terá de volta os quilos perdidos.”

A cena parece de verdade, mas não é. O que você acaba de ler é a descrição de uma sessão de hipnose – uma simulação quase perfeita do procedimento real. Nele, o médico introduz no aparelho digestivo do paciente um balão intragástrico por endoscopia. Para isso, utiliza um tubo, com um balão de silicone murcho e uma microcâmera na ponta, que entra pela boca e viaja até o estômago.

O passo seguinte é encher o dispositivo com soro fisiológico para, assim, roubar um bom espaço da comida e frear o apetite.

Voltando à experiência de Vitória, ela conta: “Não cheguei a dormir. Fiquei acordada, consciente, em estado de profundo relaxamento e sabendo que estava sendo hipnotizada. Foi algo mais forte do que a imaginação pura e simples. Praticamente, vi, ouvi e senti tudo o que estava sendo sugerido naquele momento.” Quem conduziu a sessão foi Vania Calazans, psicóloga clínica e hipnoterapeuta cognitiva, de São Paulo, que há seis anos usa a técnica de hipnose apoiada na terapia cognitiva comportamental (TCC) para tratar obesidade, depressão, ansiedade e fobias, entre outros problemas de fundo emocional. “A hipnose ajuda a paciente a identificar crenças e pensamentos distorcidos que tem de si própria para, então, gerar novos padrões de comportamento”, explica a terapeuta.

Resultado rápido

Vitória Torres, que mede 1,56 metro e hoje está com 57 quilos, perdeu 13 quilos em apenas três meses. “Quero chegar aos 52 e continuar fazendo sessões de auto-hipnose para manter o peso”, diz. Ela aprendeu a técnica e passou a entrar em transe sozinha depois da quinta sessão no consultório. O material de apoio consiste de CDs com a voz da psicóloga. Ela diz frases que guiam a imaginação, reforçam os pensamentos positivos e afastam os sentimentos negativos. Há também apostilas com estratégias para evitar pensamentos que sabotam o plano de emagrecimento, e exercícios de autoavaliação, que levam a pessoa a observar se está ou não no controle de situações desafiadoras. Resistiu ao pudim de leite e preferiu a salada de frutas? Ótimo sinal. Assim, você vai se condicionando a adotar atitudes capazes de mudar hábitos antigos e cristalizar os novos.

Essa mudança de pensamento, essencial para a perda de peso, não acontece instantaneamente, como em um passe de mágica. Mas é um processo rápido, que dura cerca de dez semanas – da consulta inicial à “introdução” do balão. “As emoções têm tudo a ver com o ganho de peso”, explica Vania Calazans. “Numa escala de 0 a 10 para medir os sentimentos relacionados ao descontrole alimentar, quem chega ao consultório declarando-se incompetente para resistir à comida em geral situa-se entre 8 e 10. Mas, conforme a pessoa vai repensando as razões que a levaram a fazer uma avaliação negativa de si própria e da sua relação com a comida, recua para 6.” Em duas sessões, garante a hipnoterapeuta, a ansiedade, que faz atacar o pote de sorvete, cai 70%. “Um resultado que a psiquiatria pode levar dois ou mais anos para conseguir – e com ajuda de muito ansiolítico”, ressalta Vania.

Mudança de hábitos

A administradora Andréa Magalhães (nome fictício), 43 anos, está na fase de preparação para a colocação do balão por hipnose. Com 1,62 metro e 92 quilos, já perdeu 3 quilos desde que começou a terapia, há cerca de um mês e meio. E mudou completamente seus hábitos. Ela era louca por doces. Após poucas sessões, a compulsão passou. “Hoje, quando vejo um bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro, morro de vontade de comer uma maçã”, diz, divertindo-se. “Antes da terapia, só comprava banana e abacate para alimentar os passarinhos e os macacos de uma área de proteção ambiental pertinho da minha casa. Agora, não passo um dia sem frutas variadas. Se eu colocar um doce na boca, parece que o açúcar queima minha garganta. A sensação é horrível!”

De sedentária, Andréa passou a malhadora assídua. “Detestava atividade física e agora virei rata de academia. Só não vou aos domingos porque está fechada. Se perco o sono de madrugada, salto da cama e vou andar ou pedalar”, conta. Ela se lembra da sessão em que a psicóloga a estimulou a rever seus pensamentos negativos em relação aos exercícios. “Ao simular uma ginástica aeróbica, senti os batimentos cardíacos bem mais acelerados e cheguei até a transpirar, como se tivesse corrido de verdade.”

Vitória e Andréa, que sempre tomaram remédios da classe das anfetaminas, como anfepramona, femproporex e mazindol, ficaram livres dessas substâncias químicas, com fortes efeitos colaterais e resultados que deixavam a desejar – os quilos extras sempre acabavam voltando.

Médicos aprovam

O ginecologista Osmar Ribeiro Colás, que também é psicoterapeuta cognitivo comportamental, coordena há 14 anos um grupo de estudos em hipnose na Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Ele ressalta que o método ainda não é considerado científico, pois seus resultados só foram observados empiricamente, isto é, na prática, por meio de experiências e vivências. “Do ponto de vista médico, não existem evidências científicas para recomendar a técnica do balão a uma pessoa obesa. No entanto, ela pode, sim, funcionar.” Ele destaca três condições para o sucesso: “O paciente tem de ser suscetível à hipnose, o terapeuta precisa ser competente e a confiança nesse profissional deve ser absoluta para que o transe hipnótico conduza à hipermnésia, que é a lembrança nítida do passado e de cenas que possam ter relação com o problema que a pessoa vive.”

Colás destaca que a hipnose é uma ferramenta médica, reconhecida pelos Conselhos Federais de Medicina e Psicologia. “Assim, pode ser usada por médicos de qualquer especialidade e também por psicólogos.” Há pessoas que são facilmente tomadas pela hipnose, enquanto outras mostram-se imunes a ela. “Isso é detectado logo na primeira sessão”, explica Osmar Colás. Artistas em geral, que têm o lado emocional e intuitivo mais à flor da pele, costumam ser mais capazes de transformar a imaginação em realidade do que os matemáticos, por exemplo, que são mais racionais.

Por que a hipnose funciona? Uma das hipóteses mais aceitas é a de que, durante o transe, o sistema límbico, região do sistema nervoso responsável pelas imagens e emoções, deixa de enviar informações para o córtex, região do cérebro que cuida da consciência e do raciocínio. Assim, nosso lado consciente fica sem reservas – e, por isso, totalmente vulnerável às sugestões do hipnotizador. O cérebro passa a focar uma coisa e se desliga do resto, como acontece quando você lê um livro, assiste a um filme ou ouve uma música.

Transformada em show circense, a hipnose ganhou má fama e perdeu credibilidade. Hoje, é reconhecida como um recurso terapêutico importante por instituições de renome, como o Hospital A. C. Camargo, especializado na luta contra o câncer, para aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia, e no Hospital das Clínicas, ambos em São Paulo, no tratamento de dores crônicas. Vania Calazans calcula ter implantado o balão imaginário em cerca de 200 pessoas. “Perdi o contato com muitos desses pacientes, o que é comum depois que se atinge a meta de emagrecimento.” Mas comemora: “Entre os 80 que ainda mandam notícias, nenhum voltou a engordar!”. (https://boaforma.abril.com.br/saude/balao-intragastrico-imaginario-emagrece/)

Bloqueios emocionais

Nem todas as experiências e estímulos são positivos. Algumas pessoas passam por traumas como abandono, rejeição, maus tratos ou abuso. Outras, por sua vez, são superprotegidas a ponto de não conseguirem fazer nada por conta própria. É justamente o sentido que cada pessoa dá a essas situações que resulta na construção de padrões e bloqueios comportamentais e emocionais.

Estímulos positivos impulsionam o desenvolvimento e o crescimento pessoal, permitindo o controle das emoções e a escolha de comportamentos conscientes. Por outro lado, estímulos negativos não tratados podem ser bloqueados pelo inconsciente, que tenta preservar o indivíduo por meio de um bloqueio emocional.

O bloqueio emocional é um mecanismo de defesa no qual o inconsciente oculta memórias de dor para evitar o sofrimento. Quando isso acontece, entretanto, a situação dolorosa não deixa de existir: ela passa a se manifestar de maneira inconsciente, refletindo negativamente na vida da pessoa sem que ela perceba.

Essas emoções reprimidas e bloqueadas são percebidas como um corpo estranho pelo organismo, transformando-se em doenças e padrões limitantes que podem levar a vida ao fracasso.

Bullying

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.

Compulsão por compras

Existe um prazer genuíno em comprar algo que satisfaça nossas necessidades ou mesmo que esteja relacionado a um desejo ou um sonho, desde que dentro de um juízo de realidade. Deve, portanto, produzir prazer e satisfação. Já na compulsão por compras, não existe a satisfação de uma necessidade e nem de um desejo. Na compulsão por compras existe um impulso doentio para consumir sem qualquer objetivo específico ou necessidade, não é acompanhada de prazer, ao contrário, seguida posteriormente de sentimento de culpa. É compra por impulso. A compulsão por compras é tratada juntamente com os demais distúrbios de impulso e é considerada um distúrbio quando produz um sofrimento ao paciente, tanto desconforto psíquico quanto ao acarretar prejuízos financeiros e pessoais e interferir nos relacionamentos afetivos e familiares.

Depressão

Depressão é mais do que sentir-se triste por alguns dias.

É um problema que pode acometer qualquer pessoa: homens, mulheres, jovens e idosos.

A doença se manifesta de várias maneiras e pode causar diferentes sintomas.

Perder o emprego, ter alguém próximo que morreu ou terminar um relacionamento leva a um momento de profunda tristeza, de luto, até conseguir dar a volta por cima. Isso faz parte da vida e a maioria de nós passará por momentos assim ao longo da vida, não significando depressão.

Algumas vezes, a depressão pode ser desencadeada por algum desses eventos, que chamamos de gatilho; outras vezes pode surgir aparentemente do nada.

Verifique se de fato a tristeza é desproporcional ao fato que conduziu a ela, se aparece sem motivo aparente e se ocorre em qualquer tipo de situação.

Há várias formas de tratamento – não apenas por meio de medicamentos – que poderão ser recomendados pelo profissional de saúde.

Existem tratamentos que levam algumas semanas para fazer efeito. Portanto, não desista do tratamento, faça o que for recomendado para o seu caso e mantenha contato com o serviço e com o profissional de saúde que o acompanha.

Em geral, mudanças no estilo de vida como praticar mais atividade física e diminuir o consumo de bebidas alcoólicas podem melhorar consideravelmente os sintomas. Além da mudança de hábitos, o profissional de saúde pode sugerir observar atentamente os sintomas por alguns dias.

Preste atenção e converse com o profissional de saúde se forem prescritos diferentes medicamentos ou se você já utiliza outras medicações, para avaliar os riscos desta interação.

Dificuldades nos Estudos

Por mais dedicado e disciplinado que um estudante seja, o mundo externo oferece muitos dificultadores ao processo de estudo. Barulhos, problemas de relacionamento, ansiedade, insegurança, dificuldades financeiras, dificuldades de aprendizagem e vontade de estar com os amigos ou com a família ao invés de encarar horas e horas em cima dos livros, costumam ser os maiores desafios de quem sabe que precisa se dedicar ao estudo. Manter o foco e o pensamento positivo pode parecer impossível em determinados momentos, mas não para quem descobriu a hipnose como aliada!

Mais do que uma terapia, a Hipnose, quando feita por profissionais capacitados, tem o poder de auxiliar as pessoas a vencerem suas próprias barreiras. Trata-se de um estado intermediário de consciência, entre o sono e a vigília, onde o paciente sabe o que está acontecendo, mas está tão focado e livre de julgamentos que possui uma capacidade muito maior de aceitar sugestionamentos e mentalizar mudanças e conquistas para a sua vida. Cabe ao Hipnólogo conduzir a sessão de hipnose de acordo com os objetivos do paciente. É possível tirar os registros negativos que estejam associados às horas de estudo, por exemplo, mostrando que se ele conseguir manter o foco sob controle, terá mais horas livres para seu lazer e qualidade de vida. Pode-se optar por conduzir o paciente mentalmente até o resultado que ele almeja, mostrando o quanto os esforços valeram a pena. Há diversas maneiras e técnicas a serem trabalhadas, tudo vai depender dos objetivos, da crença e das dificuldades de cada pessoa.

Deixe a hipnose melhorar sua concentração nos estudos!

Trata-se de um trabalho individualizado e de resultados surpreendentes. A hipnose faz uma reprogramação mental nos indivíduos, por isso costuma ser tão certeira. É comum encontrarmos relatos de pessoas que se renderam à hipnose e hoje creditam à técnica a oportunidade de viver de forma completamente diferente, com muito mais qualidade de vida e realizações. Entre os estudantes, a Hipnose ainda não é muito popular, mas aqueles que aliaram a terapia a seu plano de estudos certamente já sentiram uma mudança extremamente positiva em seu dia a dia.

Se você tem objetivos pessoais ou profissionais que dependam de muito estudo, foco e concentração, procure um Hipnólogo e deixe a Hipnose lhe ajudar a trilhar um caminho de sucesso. A Hipnose não tem qualquer tipo de contraindicação, pode ser feita em pessoas de todas as idades e só faz bem.

Permita-se estudar por menos horas e conquistar melhores resultados. Permita-se fazer a prova com menos ansiedade e menos insegurança. Permita-se dormir bem e se desligar dos problemas na hora do descanso. Permita-se ficar feliz enquanto estuda. Permita-se organizar um plano de estudos e segui-lo a risca de maneira natural. Permita-se fazer parte do seleto grupo de pessoas que buscaram a hipnose e encontraram uma nova maneira de encarar os desafios. Tudo é possível, desde que você se mantenha 100% focado nos seus objetivos!

Enxaqueca

A enxaqueca é um dos tipos de cefaleia, que podem ser classificadas em primárias e secundárias. Elas são ditas primárias quando não é possível identificar uma causa ou alteração anatômica/funcional que as justifique. Dentre elas, estão as causadas por exercício, as associadas a atividade sexual, estímulos térmicos (gelo e frio), tosse e as mais importantes e predominantes em nossa população, as cefaleias tensionais e a enxaqueca.

Se a cefaleia está associada a outras doenças, nós a denominamos cefaleia secundária. Toda dor de cabeça principalmente de início súbito, abrupto, em pessoas acima de 50 anos ou associada a perda de peso, febre, confusão mental, letargia, paralisia, ou em portadores de doenças como HIV, câncer e doenças autoimunes devem ser investigados invariavelmente. Dentre as causas, temos vasculares, infecciosas, inflamatória e neoplásicas (tumores).

Para que a cefaleia seja considerada enxaqueca, ela tem que apresentar alguns sintomas específicos. Vamos conhecê-los?

Sintomas da Enxaqueca

De todos os sintomas da enxaqueca, a dor de cabeça na maioria das vezes é o mais marcante, mas não é o único. Na realidade, a enxaqueca é um verdadeiro misto de sintomas. Vamos conhecer os principais:

Aversão à luz (Fotofobia)

A sensibilidade à luz é uma condição em que a pessoa não consegue olhar diretamente para luz ou ficar em ambientes claros, pois os olhos são agredidos. É um sintoma comum que está associado a várias condições diferentes.

Sensibilidade ao barulho

A sensibilidade ao barulho é uma condição em que a pessoa se incomoda com os ruídos de uma forma exacerbada, fazendo com que os ouvidos sejam agredidos. É um sintoma comum que também pode estar associado a várias condições diferentes.

Alterações de humor podem estar associadas, mas não são obrigatórias. Estão geralmente relacionadas como consequência das dores por tempo prolongado.

Para que possamos definir o transtorno como enxaqueca, a dor de cabeça deve seguir os seguintes critérios:

Terem ocorrido mais de 5 crises;

Ter 2 das 4 características abaixo:

Intensidade moderada a severa;

Ser latejante;

Piorar com atividade física;

Estar localizada em um único lado da cabeça.

Ser acompanhada de náusea, sono ou fotofobia;

Terem sido eliminadas as causas secundárias (exames clínicos e de imagem normais).

Ao contrário do que muitos acham, a enxaqueca não tem uma causa específica. Ela pode estar associada a vários fatores, dentre eles os de causa emocional. E aí entra a possibilidade do tratamento com hipnoterapia. Mas para entender como a hipnoterapia funciona, precisamos primeiro entender a relação entre os problemas emocionais enraizados em nossa mente e o surgimento da enxaqueca.

Hoje sabemos que existem vários tipos de tratamentos ditos alternativos, como a acupuntura, microfisioterapia, naturopatia, osteopatia, terapia crânio-sacral, dentre outras. Entre eles, a hipnoterapia se mostra uma das ferramentas mais potentes devido sua forma de ação.

Enxaqueca é possível tratar com hipnoterapia?

Nós, acreditamos que todos os sintomas e todas as doenças têm uma causa que, infelizmente, na medicina tradicional muitas vezes não as encontramos, o que nos limita a tratar somente as consequências da mesma.

Constatamos que se pudermos ressignificar os eventos e emoções desencadeadores dos sintomas da enxaqueca através da técnica de regressão à causa (momento inicial onde vivenciamos e aprendemos a ressentir os eventos traumáticos em nossas vidas), podemos neste momento entender o porquê das nossas dores e o reflexo destas no nosso corpo físico.

Se não nascemos com enxaqueca, ela provavelmente surgiu por algum motivo que, na maioria das vezes, não temos consciência.

Dessa forma, atuando na real causa do transtorno, que está fora da consciência, podemos ter uma maior eficácia no tratamento em relação aos remédios, que atuam na grande maioria das vezes nas consequências. Dessa forma, o corpo fica livre para realizar o que demorou milhões de anos para se especializar, o autotratamento.

Concluímos que a enxaqueca deve estar associada a alguma causa que se localiza fora de nossa consciência, e que, uma vez conseguindo achar essa real causa e trabalhar sobre ela, tiramos a pessoa do conflito causador, deixando o corpo físico assumir a sua capacidade de autorrecuperação, ajudando assim, no controle das crises ou até mesmo eliminá-as.

Fobias

O que causa a fobia?

Algumas pessoas confundem medo com fobia. No entanto, a fobia é caracterizada por um medo exagerado devido às situações embaraçosas ou associada à crises de pânico. Logo, o que causa a fobia é um fator associado a algum trauma ou experiência individual negativa que o indivíduo teve em relação ao problema que gerou a fobia.

Como essa questão não se resolve sozinha, as fobias devem ser tratadas por um profissional capacitado e experiente na área. Além da fobia social, que é o medo de falar em público ou de ficar sozinho em grandes multidões, há outras fobias bastante comuns. Confira a seguir alguns exemplos:

claustrofobia: medo de lugares fechados;

aerodromofobia: medo de avião;

farmacofobia: medo de remédios;

demofobia: medo de gente;

amaxofobia: medo de dirigir;

aracnofobia: medo de aranha;

hemofobia: medo de sangue;

odontofobia: medo de dentista;

espectrofobia: medo de fantasmas;

acrofobia: medo de altura;

hidrofobia: medo de água;

escalafobia: medo de escada rolante.

Quais tipos de fobias podem ser tratados com hipnose?

Todas as fobias acima descritas e as demais que não figuram nessa lista podem ser tratadas pelas técnicas de hipnose. As fobias já estão alocadas entre os problemas psicológicos mais comuns, cujas estatísticas têm preocupado a saúde pública.

A pessoa que sofre desse mal precisa ser auxiliada por um profissional que ofereça o tratamento com hipnoterapia — terapia com o uso das técnicas de hipnose, já que resulta em melhora imediata dos sintomas da doença.

Realizada por um hipnoterapeuta com larga experiência no ramo, a terapia com hipnose é um método totalmente seguro. Para maior tranquilidade do paciente, o primeiro passo é uma prévia avaliação feita por profissionais competentes e devidamente especializados.

Durante a consulta, o profissional faz uma análise de qual método será empregado para a recuperação do estado psicológico do paciente. A utilização de técnicas específicas de hipnoterapia leva à reprogramação mental necessária ao tratamento, adequado para vencer os desajustes emocionais típicos da fobia.

Quais os benefícios do tratamento de fobias com hipnose?

Alguns profissionais associam a fobia ao estado de angústia — ou a transtornos fóbico-ansiosos — cuja dimensão é tão preocupante que a pessoa não consegue ter domínio sobre a situação. O medo descontrolado causa uma grande ansiedade que gera insegurança mediante condições relacionadas ao problema, ainda que seja real ou apenas imaginário.

Nesse sentido, é preciso conhecer o papel da Hipnoterapia e seu impacto positivo no tratamento de fobias. São utilizadas técnicas capazes de identificar as causas ou o que deflagra o transtorno e como tratá-las por meio de um procedimento seguro e eficaz.

O tratamento de fobias com hipnose funciona porque age na raiz do problema: busca as causas/gatilhos do transtorno nos fatos ocorridos na vida do paciente. O hipnoterapeuta analisa os traumas de infância e até mesmo as experiências mais temidas que ficaram resguardadas no subconsciente dele, motivo pelo qual ele evita o enfrentamento.

Assim, em poucos dias ou semanas, a pessoa recupera o seu estado psicológico e volta ao estágio emocional anterior à experiência traumática que gerou a fobia. Um dos maiores benefícios da Hipnoterapia é que o controle da ansiedade — e a segurança ao lidar com o problema — já é perceptível nas primeiras sessões.

Por meio das técnicas utilizadas na hipnoterapia, o profissional acessa o subconsciente da pessoa e anula as ligações com a fobia. Desse modo, há o resgate das emoções positivas e a tranquilidade necessária ao bem-estar e à qualidade de vida no cotidiano.

Insônia

Como superar o problema de insônia com a hipnose clínica?

A hipnose clínica é utilizada em tratamentos de diversos problemas, entre eles a insônia. Isso porque, muitas vezes, a insônia é resultado de algum trauma ou situação difícil na vida da pessoa. Dessa forma, ela irá ajudar a encontrar o gatilho do problema e assim tratá-lo para que não afete mais o sono.

Em muitos casos, o problema não está ligado diretamente ao ato de dormir ou mesmo ao período noturno. A noite é o momento mais afetado porque é quando o indivíduo diminui o ritmo e começa a se preparar para um estado de relaxamento. É exatamente nesse momento que lembranças ruins, medos ou aflições acabam afetando, mesmo que de maneira inconsciente, o descanso. Dessa forma, vencer o problema de insônia com a hipnose clínica é uma maneira mais natural, pois não necessita de remédios, e também mais eficiente, pois acaba definitivamente com o problema.

Superar o problema de insônia com a hipnose clínica é possível e é indicado para quase todas as pessoas, pois não é um tratamento invasivo.

Pânico de falar em público

É muito comum encontrar pessoas que têm verdadeiro pânico de fazer uma apresentação ou falar em público. Esse medo é considerado um transtorno fóbico-ansioso, chamado de fobia social. Trata-se de um problema sério, que pode levar a perdas emocionais, profissionais e acadêmicas muito importantes, portanto necessita de tratamento, já que tem características incapacitantes.

O medo mais comum é de ser humilhado ou ridicularizado em situações sociais, como falar em público, apresentar uma palestra, etc. A pessoa com fobia social apresenta diversos sintomas físicos, como tremores, suor excessivo, desatenção, taquicardia, rubor facial. E tem mais: esses desconfortos podem aparecer antes mesmo da situação ocorrer, pois só de pensar o fóbico já se sente mal.

Estima-se que a fobia social atinge de 2,5 a 13,3% da população em geral. É comum ter início ainda na adolescência, por volta dos 15 anos e antes dos 25. Muitas vezes, a fobia social está relacionada a outros problemas emocionais, como depressão, transtorno da ansiedade generalizada (TAG), depressão e dependência química.

A pessoa com fobia social passar a evitar qualquer tipo de situação que possa expô-la publicamente, o que compromete a vida de forma ampla, o que pode levar essa pessoa ao isolamento total. Atualmente, a fobia social é considerada um dos transtornos da ansiedade mais prevalentes.

A causa da fobia social é multifatorial. Alguns estudos apontam que o componente genético é importante, ou seja, o padrão familiar da doença está presente na maioria dos casos. Além disso, pais fóbicos tendem a ensinar padrões de comportamento típicos, que são aprendidos e copiados pelas crianças, tornando-se patológicos.

O medo se instala no inconsciente, por isso a hipnoterapia pode ser uma excelente opção complementar para tratamento, já que durante o transe, o consciente, a parte racional do cérebro, é temporariamente ignorada, deixando a parte do inconsciente mais receptiva à terapia, o que permite mudar os padrões de comportamento.

A hipnoterapia, na maioria dos casos, apresenta resultados eficazes e progressivos, é 100% segura e livre do uso de medicamentos.

Medos

Medo é uma das emoções primárias do homem e surge no processo evolucionário como um alerta ao perigo. Ele pode evoluir para a raiva e transformar o sujeito numa máquina de agressividade ou para o pavor e fazer com que ele fuja do combate. Então, o medo é uma forma de ansiedade ou estamos usando palavras diferentes para a mesma sensação? Este é um problema semântico e enfrentaremos vários quando se trata de emoções, isso porque possuímos muitas nuances emocionais diferentes e, para dificultar um pouco mais, podemos sentir mais de uma ao mesmo tempo, o que iria necessitar de um cabedal com 10 mil palavras só para nominar as expressões faciais resultantes dessas emoções.

Já a hipnose clínica, uma das abordagens utilizadas se aproveita do estado alterado de consciência induzido, para promover uma ressignificação da situação problema em um nível de profundo relaxamento. Neste estado, a parte analítica da mente está menos ativa e o acesso ao trauma específico mais facilitado. Isso porque, não haverá recursos impeditivos ativos para contrapor o novo modelo (mudança de comportamento) induzido para o paciente no ato da hipnose.

Preparação para Concursos

Passar em um bom concurso e ter a tranquilidade da segurança no emprego é o sonho de muitas pessoas, não é mesmo? E é exatamente por esse ser o desejo de tanta gente que os concursos se tornaram extremamente concorridos. Como então garantir um resultado satisfatório em meio a esse mar de obstinados? Pois nesse cenário a maneira de se preparar acaba se tornando um grande diferencial. Afinal de contas, de nada adianta passar horas e mais horas estudando sem contar com uma preparação adequada. Saiba que Hipnose e PNL podem te ajudar.

Já imaginou se na hora da prova você não consegue transcrever seus conhecimentos por puro nervosismo? Aí tempo e esforço foram perdidos. Isso sem contar que se debruçar sobre livros sem a concentração necessária não permite uma boa assimilação do conteúdo. Sabia que para se destacar entre seus concorrentes você pode utilizar a hipnose a seu favor? Então fique por dentro e se prepare para correr atrás e usufruir de seus benefícios.

E como a hipnose pode ajudar nesse caso?

A hipnose nada mais é que um estado natural em que a mente humana entra, que possibilita mudanças nos pensamentos, nos comportamentos, nas emoções e no próprio corpo. A técnica vem sendo usada em busca do alcance dos mais diversos objetivos, dentre eles o aprimoramento da memória, a superação de problemas de aprendizagem, de ansiedade e estresse. Por meio da hipnose é possível estimular e ativar sistemas de tomada de decisão, aumentar a capacidade de associação de ideias e melhorar a percepção como um todo.

Preparação para Vestibulares

Nunca foi fácil passar nas provas, concursos e vestibulares, mas nos dias atuais a dificuldade está cada vez maior; a nota de corte está mais alta, muito mais candidatos para a mesma vaga, a complexidade das questões aumentou, ou seja, qualquer diferencial para a preparação na hora da prova faz uma grande diferença.

A hipnoterapia vêm ajudando cada vez mais os estudantes a obter sucesso para melhorar o desempenho em concursos e exames, como o Enem, OAB, Fuvest, entre outras – provas em geral, que exigem muita concentração, segurança, esforço para acessar a memória e calma na hora de fazer a prova.

Isso é possível porque a hipnose estimula o sistema nervoso, aliviando o stress e a ansiedade e gera um fenômeno chamado hipermemória, melhorando o desempenho do estudante a acessar o conteúdo estudado em sua memória de longo prazo.

A hipnose não faz milagres, potencializa o desempenho da pessoa, ou seja, ajuda o estudante a chegar em 100% de seu potencial. Se o sujeito não estudou, não se preparou para a prova, não é a hipnose que vai resolver, mas se a pessoa estudou e conhece do assunto, o que a hipnoterapia vai fazer é ajudar esse estudante a acessar suas memórias, trazendo a tona o conteúdo que ele já tem.

Além da dificuldade de ir bem na prova, muitos estudantes enfrentam a tensão, a ansiedade, o stress e o medo, não conseguindo controlar seu nervosismo durante o teste. Nesse ponto a hipnose ajuda muito, pessoas que passam pelo processo da hipnoterapia, equilibram suas emoções e sentimentos, fazendo com que algo que antes era fator estressante, por exemplo, a prova, se torne algo insignificante emocionalmente, na prática a pessoa que antes surtava na hora de fazer a prova, depois do processo, vai fazer a prova normalmente, como se fosse fazer uma atividade qualquer.

Quatro principais fatores de melhora com a hipnose

Diminui o estresse

A hipnose ajuda a diminuir o estresse porque tem dois efeitos principais: o primeiro é que permite maior relaxamento do sistema nervoso de modo que o raciocínio passe a ser mais leve. Além disso, as técnicas permitem acesso a partes do cérebro de modo que você possa estabelecer mudanças comportamentais duradouras.

Alivia a ansiedade

A pressão para ser aprovado e a sensação de “tudo ou nada” que antecede um concurso também fazem com que muitos candidatos experimentem quadros de ansiedade. Com isso, a hipnose também ajuda porque fazem com que o estudante pense e enxergue as situações com mais clareza.

Melhora a concentração

Indispensável para a melhoria da concentração, a hipnose é responsável por aumentar o estado de atenção da mente, aumentando os níveis de atenção e foco, o que melhora a concentração em geral.

Estimula a memória

Justamente por aumentar e favorecer a concentração e melhorar o estado de consciência que a hipnose ajuda a memória. Dispondo de foco total com a hipnose, o estudante de concurso consegue gravar melhor o que estudou e na hora da prova acessar o conteúdo de maneira mais fácil e automática.

Utilize todo o potencial de sua mente e realize o seu sonho!

Problemas Conjugais

O tratamento com a hipnoterapia ampara os casais em seus conflitos matrimoniais, apresentando instrumentos emocionais que fazem toda a diferença. A solução harmonizada pela hipnose em seu relacionamento fará com que ele se torne blindado ante as diferenças apontadas pelo casal.

O quão o indivíduo ama a si mesmo produzirá em muito a sua atitude de portar-se frente ao seu relacionamento, ante a si mesmo e as outras pessoas. Para ter um relacionamento blindado perante as dificuldades internas e externas, a hipnoterapia ampara o casal a encontrar por si essa solução, viabilizando o melhor caminho para alcançar o ideal comum de ambos.

Síndrome do Pânico

Portadores de síndrome do pânico têm obtido bons resultados com hipnoterapia, um tratamento psicoterápico que usa técnicas de hipnose para relaxar a consciência e acessar mais rapidamente as emoções negativas primitivas que desencadearam os sintomas do pânico.

A presidente do Instituto Brasileiro de Hipnoterapia, psicóloga Edy Maria Oliveira, conta em livro, que será lançado no começo de 2007, casos de síndrome de pânico que foram resolvidos em dois a seis meses com sessões semanais de hipnoterapia. Os casos mais graves podem demorar até dois anos para ser tratados.

Segundo a psicóloga, os sintomas do pânico remetem na maioria das vezes a um abandono físico ou psíquico das mães na primeira infância, superproteção ou controle excessivo, situações que levam a criança a vivenciar sentimentos relacionados a ameaças de morte iminente, seja por abandono ou por excesso de proteção ou controle.

Através das técnicas de hipnose, os psicoterapeutas podem chegar mais rapidamente às origens do pânico que as técnicas psicanalíticas ou psicoterápicas convencionais. Edy Maria explica que a hipnoterapia consiste em sessões terapêuticas que trabalham com exercícios de relaxamento, alguns deles semelhantes aos da ioga, para driblar as defesas e acessar as emoções mais primitivas.

Solidão

Nunca tivemos tanta facilidade de comunicação e ao mesmo tempo tanto isolamento social. Ou será que é justamente o mundo da tecnologia e da crescente expansão dos meios de comunicação que estão produzindo indivíduos mais solitários?

Mas por que será que as pessoas se sentem sozinhas? São vários os fatores, alguns exemplos são: falta de tempo para a vida social; competição em ambientes de trabalho e na própria família; desconfiança sobre a intencionalidade da aproximação: “não sei o que ele quer de mim”; medo de se comprometer; de ser rejeitado; a incansável busca pelo parceiro “ideal” e, ao mesmo tempo, facilidades de se entreter com o mundo virtual ou com atividades que não necessitem de companhia.

Freud foi quem primeiro construiu uma teoria defendendo a ideia de que o relacionamento com os outros é a maior causa de sofrimento do homem. Ele dizia que o mal-estar na civilização é o mal-estar dos laços sociais. Os pós-freudianos concordam que a dificuldade em se relacionar é um dos mais graves problemas que desafiam a cultura da vida em sociedade. Bassols através do trabalho clínico com crianças, define a solidão como um estado de humor, um feeling ou um afeto, na maioria das vezes, ligado à angústia frente à constatação de que somos sujeitos da falta.

A psicanálise encara a solidão como afeto inato e até necessário ao processo de subjetivação dos sujeitos. Entretanto, isto não significa que o isolamento social seja saudável ou que não devemos buscar a melhoria no modo como nos relacionamos. É comum ouvirmos que a solidão é um sintoma cultural da pós-modernidade, porém Lacan não concorda com esta afirmação, pois o sintoma psicanalítico é favorecedor de vínculo social e a solidão faz o movimento contrário.

O sujeito da psicanálise desde sua origem é referido ao outro, pois o nosso desejo é interpretado por outras pessoas. Para ilustrar, quando o bebê chora é sua mãe (ou sua cuidadora) quem interpreta: “ah, esse choro é de sono, esse é de fome…” E assim vamos crescendo através dos olhares dos outros. A estruturação do desejo se dá através da estruturação dos laços afetivos com o outro, em que as necessidades do sujeito se transformam em demanda de que o outro o ame. Esta demanda de amor é inesgotável e, portanto, impossível de ser atendida/satisfeita. É então, que se instaura no sujeito o chamado “vazio constitutivo”, ou seja, o desejo sempre insatisfeito e, é justamente este que move a vida.

Então, qual a contribuição da análise já que o sentimento de solidão faz parte do ser humano? O processo analítico é uma oportunidade de fortalecimento e desenvolvimento dos recursos interiores. Com isto, é possível pensarmos em um “amadurecimento emocional”, o que certamente, irá possibilitar uma significativa melhoria nas relações sociais, minimizando assim, a sensação da solidão. Dito na linguagem psicanalítica é a possibilidade de o desejo, o motor da vida e promotor dos laços sociais, realizar uma transformação no sentido de favorecer a alteridade e, ao mesmo tempo, retirar o sujeito desta exaltação do Eu.

Vícios

A dependência de drogas lícitas e ilícitas tem se tornado um verdadeiro problema social, já que o número de dependentes cresce a cada ano e faz vítimas ao redor do mundo. Para trabalhar com esses pacientes existem muitas técnicas que têm se mostrado eficazes. Uma das possibilidades é tratar vícios com a hipnose.

Apesar de algumas pessoas terem um certo preconceito com a prática, ela tem se mostrado bastante relevante ao promover uma harmonia maior no funcionamento interno de todo o organismo. A hipnose faz com que pacientes que não tiveram sucesso com métodos convencionais possam encontrar uma saída.

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